Contaminações. Estaremos a ser envenenados? Uma morte anunciada parte 5




Quatro meses de investigação na capital e não só. O resultado é preocupante: milhares de lisboetas (con)vivem paredes meias com substâncias químicas altamente nocivas e até cancerígenas.

Os testemunhos de uns e de outros (moradores do Parque das Nações, responsáveis políticos, donos de empresas, médicos, engenheiros do ambiente, etc.) e os documentos apresentados demonstram, no fim de contas, a incapacidade (ou passividade) das autoridades em apurarem responsabilidades e sobretudo encontrarem soluções para um pesadelo cuja dimensão e consequências ainda estão por determinar.

Feitas as contas, o Parque das Nações não é só uma das zonas mais caras de Lisboa, com apartamentos de luxo necessariamente caros. É ainda e sobretudo uma área contaminada com resíduos particularmente perigosos para a saúde.

A reconversão da zona oriental da capital foi elogiada dentro e fora do país, mas os produtos tóxicos continuam ali duas décadas depois.

O Parque das Nações é, afinal, um parque de contaminações?



E este não é um caso isolado. Nos últimos meses, mais obras em Lisboa descobriram sinais de contaminação, e há denúncias de casos quem nem chegaram ao conhecimento das autoridades. E no resto do país a situação não será muito diferente.

Contaminações
IMPORTANTE!

Reportagem de Paula Gonçalves Martins |  Imagem de Emanuel Prezado | Edição de Imagem Miguel Freitas


Ontem, No Jornal da TVI. Dá que pensar. Não estaremos todos envenenados??
Uma morte lenta?
Não acontece apenas no Parque das Nações. A assustadora realidade é essa.

Quando o mundo estiver reduzido a um só bosque negro
para os nossos olhos espantados – a uma praia para duas
crianças sinceras, - a uma casa musical para a nossa clara
simpatia – encontrar-vos-ei.
Quando aqui só haja um velho, belo e calmo, rodeado de
um «luxo inaudito» - ajoelhar-me-ei.  
Quando for eu toda a vossa memória – seja aquela que
sabe garrotar-vos – estrangular-vos-ei.

Arthur  Rimbaud